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Amazônia perde em outubro área igual a 240 'Ibirapueras', diz Inpe

29/11/2011 16h21 - Atualizado em 29/11/2011 17h21

Degradação da floresta em relação a setembro de 2011 aumentou 52%.

Pela primeira vez no ano, Rondônia foi o estado que mais desmatou bioma.

Do Globo Natureza, em São Paulo


O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 52% no mês de outubro em relação a setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sediado em São José dos Campos (SP).
De acordo com levantamento, realizado pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que utiliza imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação no bioma, em outubro deste ano uma área de 385,56 km² de floresta foi derrubada, equivalente a 240 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em setembro, perdeu-se 253,8 km² de floresta.
Comparado ao mesmo período do ano passado, o ritmo de degradação na Amazônia praticamente não se alterou, registrando uma leve queda. Segundo o Deter, no mesmo mês de 2010 o desmate foi de  388,86 km².
Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )Desmatamento e queimada registrados no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 385 km² em outubro de 2011. Já o estado foi resposável por derrubar cerca de 19 km² de floresta (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )
Estados
Segundo o Inpe, pela primeira vez no ano o estado de Rondônia aparece como a região que mais desmatou a floresta, com 128,59 km², área equivalente a sete vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, localizada em Pernambuco.
Atrás de Rondônia vem o Pará, responsável por derrubar 119,39 km² de floresta, seguido do Mato Grosso, com 98,08 km². O estado do Amazonas aparece na quarta posição, com o desmate de 18,93 km². Em outubro, os satélites não conseguiram visualizar 17% da região de floresta devido à alta densidade de nuvens.
De janeiro a outubro deste ano, a floresta amazônica perdeu uma área de 2.221 km² de floresta, quase duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro. 
Comentário: Acho horrível o desmatamento da Amazônia... parece que ninguém sabe que ela é o pulmão do mundo... só se darão conta quando ela estiver bem mais desmatada e isso começar a fazer mal pra gente...

Focas têm comportamentos diferentes em relação aos filhotes

23/11/2011 06h00 - Atualizado em 23/11/2011 06h00

Algumas são mães dedicadas, enquanto outras mal olham para as crias.

Cientistas não sabem explicar as diferentes personalidades.

Do G1, em São Paulo
Você já deve ter ouvido alguma vez que todas as mães são iguais, o que muda é só o endereço. O ditado pode até servir para os humanos, mas um estudo publicado nesta quarta-feira (23) deixa bem claro: isso não vale para as focas-cinzentas.
pesquisa publicada pela revista científica “Marine Mammal Science” foi a primeira a avaliar o comportamento das mães no seu próprio habitat. Os cientistas usaram um veículo de controle remoto equipado com uma câmera para fazer a observação dos animais.
Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)Foca-cinzenta (Foto: Reprodução)
Eles descobriram que cada foca tem uma personalidade própria e reage de maneira diferente aos estímulos externo e potenciais ameaças aos filhotes; o próprio veículo enviava tais estímulos, imitando sons de lobos. As respostas variaram desde a indiferença até a agressividade.
“Nossos achados mostram que não existe uma foca padrão. Indivíduos se comportam de maneira diferente e o fazem consistentemente. Descobrimos que algumas mães foca são muito atenciosas quando algo potencialmente perigoso se aproxima, enquanto outras mães mal tomam conta dos filhotes”, diz Sean Twiss, da Universidade de Durham, líder do estudo.
O que o grupo formado por especialistas das universidades britânicas de Durham e St. Andrews não soube responder, no entanto, é o motivo da variedade no comportamento.
“Se a atenção materna contribui para a forma, seria preciso perguntar por que a seleção não levou a um único nível ótimo de tomar conta dos filhotes”, afirma o coautor Patrick Pomeroy, da Universidade de St. Andrews. “Nossa próxima tarefa é descobrir se as diferenças de personalidade têm consequências na forma física”, completa.
Comentário: Isso é e não é normal... É normal porque se nós humanos temos personalidades diferentes porque os animais não poderiam ter... E não é normal porque é estranho mães rejeitarem e até serem uma ameaça para os filhotes.

Defeso quer garantir a reprodução de seis espécies de peixes amazônicos

15/11/2011 11h45 - Atualizado em 15/11/2011 12h01

Na lista os peixes pirapitinga, mapará, sardinha, matrinchã, pacu e aruanã. 

Multa varia entre R$ 150 e R$ 30 mil.

Carlos Eduardo MatosDo G1 AM
Tambaqui (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)O tambaqui é uma das espécies no período do defeso
(Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
A partir desta terça-feira (15) está proibida a pesca e comercialização dos peixes amazônicos pirapitinga, mapará, sardinha, matrinchã, pacu e aruanã. O período de defeso, determinado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para permitir a reprodução destas espécies, vai até o dia 15 de março.
De acordo com o secretário de Aquicultura e Pesca do Amazonas, Geraldo Bernardino, o pescador que insistir na captura das espécies protegidas pelo defeso serão detidos, multados e ainda terão a mercadoria apreendida. A multa varia de R$ 150 a R$ 30 mil, conforme o volume da carga apreendida.
"O Batalhão da Polícia Militar (PM), junto com os órgãos de produção rural e de pesca, está montando estratégias para garantir a proteção do pescado em todo o território do Amazonas, para que no ano que vem, seja mantida a oferta em épocas autorizadas", explicou.
Segundo Bernardino, nas feiras, está permitido somente o pescado cultivado em viveiros. "É importante que o consumidor fique atento a isto, pois ele é o maior fiscalizador. Ele deve exigir do feirante o certificado de origem do produto", alertou.
O tambaqui, espécie mais apreciada na culinária amazônica, também está na época de defeso, desde o dia 1º até o dia 31 de março de 2012. Apenas a produção em viveiros está permitida em feiras e mercados no Amazonas.
Para denúncias, o Governo do Estado disponibilizou a Linha Verde: (92) 2123-6761 e 0800 61 8080.
Comentário: Acho muito certo esse tipo de proibição, afinal se os animais estão em extinção não podemos caça-los e etc..

Camarão 'ciumento' mata rivais, afirma estudo alemão

11/11/2011 01h00 - Atualizado em 11/11/2011 01h00

Espécie 'Lysmata amboinensis' é monogâmica, mas por causa da comida.

Comportamento dos crustáceos foi testado em aquários em experimento.

Do G1, em São Paulo

Os camarões da espécie
 Lysmata amboinensis são ciumentos e capazes até de matar rivais para manter um ambiente monogâmico, segundo um estudo alemão divulgado pela publicação de livre acesso "Frontiers in Zoology" (fronteiras na zoologia, em inglês).
Com 6 centímetros de comprimento, esses animais sobrevivem se alimentando de parasitas e tecidos mortos na superfície de peixes do Mar Vermelho, entre a Ásia e o norte da África, ou em águas dos oceanos Índico e Pacífico. Essa "limpeza de pele" gratuita garante que os camarões não sejam devorados pelos "clientes". Os crustáceos também costumam viver em casal.
Esses crustáceos nascem como machos, mas desenvolvem também órgãos reprodutores femininos durante a vida. Apesar de hermafroditas, eles não conseguem se autofertilizar e conseguem estar aptos à reprodução como fêmeas apenas durante algumas horas após a troca de pele que sofrem regularmente.
Camarão da espécie 'Lysmata amboinensis'. (Foto: Janine Wong / Divulgação)Camarão da espécie 'Lysmata amboinensis'. (Foto: Janine Wong / Divulgação)
Durante a pesquisa com esta espécie, uma equipe da Universidade de Tübingen, na Alemanha, separou diversos camarões em grupos com 2, 3 e até 4 indivíduos. Todos eram mais ou menos do mesmo tamanho, receberam uma alimentação ilimitada e tiveram direito ao mesmo espaço para viver na água que os demais. Cada um ainda recebeu uma espécie de "dormitório" para descansarem.
Após 42 dias, todos os aquários com mais de 2 camarões tiveram indivíduos mortos ou atacados. Os crustáceos foram mortos durante a noite, logo após terem perdido a pele velha. Este é um momento no qual esses bichos ficam mais vulneráveis.
No experimento, os camarões demoravam mais para mudar de pele quando estavam em grupos de 3 ou mais indivíduos. Esse atraso atrapalha a reprodução desses animais. Segundo Wong, o tamanho dos camarões está ligado diretamente com o número de ovos gerados por cada indivíduo e comunidades mais populosas diminuem as chances de um camarão produzir descendentes.Para Janine Wong, um dos pesquisadores responsáveis pelo artigo, a monogamia dos camarões pode estar muito mais ligada à luta por comida do que por "preferências" sexuais. Esse padrão de comportamento é observado apenas entre os camarões que vivem em simbiose com os peixes, trabalhando como "limpadores de pele".
Comentário: Cada vez mais existem mais animais parecidos psicologicamente com a gente.