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Aquecimento dos oceanos ajudará a elevar nível do mar, diz estudo

04/07/2011 13h41 - Atualizado em 04/07/2011 13h47


Águas mais quentes devem acelerar derretimento de calotas de gelo.
Cientistas fizeram projeções para a Groenlândia e a Antártida.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Estudo da Universidade do Arizona, nos EUA, indica que o gelo da Groenlândia e da Antártida podem derreter mais rapidamente do que previsto pelos cientistas devido ao aquecimento das águas do oceanos, fazendo elevar o nível do mar ainda mais rapidamente do que se pensava.
Projeções climáticas normalmente levam em conta o aquecimento da atmosfera, mas deixam de lado o fato de que as águas do mar também estão tendo suas temperaturas elevadas. Esse fator, incluído nos cálculos do estudo em questão, fará com que glaciares em ambas as regiões polares do planeta derretam mais rapidamente.
“Se você coloca um cubo de gelo num quarto quente, ele vai derreter em várias horas. Mas se você o coloca numa xícara de água quente, ele vai desaparecer em minutos”, compara Jianjun Yin, um dos autores da pesquisa publicada neste domingo na “Nature Geoscience”. As águas abaixo da superfície do mar na Groenlândia devem ficar 2 graus mais quentes até 2100, por exemplo.
“Esse estudo se soma às evidências de que poderíamos ter um aumento do nível do mar de cerca de 1 metro até o fim do século e um tanto a mais nos séculos seguintes”, disse à agência AP o co-diretor do Instituto de Meio Ambiente da Universidade do Arizona.
Capa de gelo flutuante na região da Antártida, já com rachaduras. (Foto: Michael Van Woert / NOAA /  Divulgação)Capa de gelo flutuante na região da Antártida, já com rachaduras. (Foto: Michael Van Woert / NOAA / Divulgação)



Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/07/aquecimento-dos-oceanos-ajudara-elevar-nivel-do-mar-diz-estudo.html
Comentário: Espero que com o derretimento das geleiras não ocorra mais desastres nas cidades como Tsunamis e etc.

Zoológico aquece ambiente para pinguins devido ao frio no Sul

29/06/2011 09h58 - Atualizado em 29/06/2011 16h48


Seis pinguins da Patagônia estão em ambiente aquecido em Gramado (RS).
Ar-condicionado é ligado a 18ºC quando cidade tem temperatura negativa.

Do G1, em São Paulo
O zoológico de Gramado, no Rio Grande do Sul, decidiu usar um ar-condicionado para manter aquecidos os seis pinguins da unidade.

Segundo a veterinária Cristina Cabalgo, os animais são originários da Patagônia e precisam manter o corpo em ambiente quente.
pinguins (Foto: Cleiton Thiele/Agência RBS)Pinguins são aquecidos em zoológico de Gramado (RS) (Foto: Cleiton Thiele/Agência RBS)
“Quando as temperaturas aqui em Gramado ficam negativas, ligamos o aquecedor. Ele foi ligado no domingo (26), quando as temperaturas voltaram a cair e continua até esta quarta-feira (29)”, diz Cristina.

O ar-condicionado é ligado em uma temperatura de cerca de 18ºC, diz a veterinária.
Comentário: Está tão frio que até os pinguins que vivem no gelo ficam com frio.

Estudo aponta que um terço das arrais e tubarões está ameaçado



20/06/2011 21h56 - Atualizado em 21/06/2011 14h23


Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.
O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).
Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)
Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de "menor preocupação" (LC) e 16 como "quase ameaçada" (NT).
O número de espécies com "dados insuficientes" (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.
A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.
Comentário: Tudo o que a gente faz está ameaçando a vida dos animais, isso não é certo, é a mesma coisa que estivessem fazendo pra nós, pois são seres vivos também.

Ativistas protestam contra fabricante da boneca Barbie por crime ambiental



13/06/2011 12h00 - Atualizado em 13/06/2011 12h00


Greenpeace acusa Mattel de uso ilegal de madeira em embalagens.
Empresa anunciou política de sustentabilidade após protestos.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Ativistas do Greenpeace divulgaram nesta segunda-feira (13) uma série de protestos realizados em vários países contra a Mattel, fabricante de brinquedos dos Estados Unidos, que é acusada pela ONG ambientalista de adquirir madeira proveniente de desmatamento ilegal da Indonésia para a produção das embalagens da boneca Barbie, principal carro-chefe da empresa.
Ativistas do Greenpeace penduraram banner em prédio na região central de Londres, Inglaterra, contra a empresa de brinquedos Mattel (Foto: Reuters)Ativistas do Greenpeace penduraram banner em prédio na região central de Londres, Inglaterra, contra a empresa de brinquedos Mattel (Foto: Reuters)
Na Inglaterra, ativistas burlaram a segurança e escalaram um prédio no centro de Londres onde foi pendurado um grande banner com a imagem do boneco Ken, também produzido pela companhia, informando o rompimento no relacionamento entre ele e a boneca Barbie. Em Tel Aviv, Israel, ativistas se vestiram como a boneca em frente a lojas de departamento e com motosserras simulavam matar um animal.
De acordo com o Greenpeace, a ação global, que também conta com um vídeo bem-humorado com o personagem Ken, tem o objetivo de pressionar a maior fabricante de brinquedos do mundo a romper contratos com fornecedores que utilizassem madeiras de árvores da ilha de Sumatra nos componentes.
Em Israel, mulheres se vestiram como a boneca Barbie e com motosseras simulavam matar um animal. O Greenpeace quer alertar a Mattel contra o uso de madeira ilegal na produção de embalagens para a boneca Barbie (Foto: Reuters)Em Israel, mulheres se vestiram de Barbie e com motosserras simulavam matar um animal. O Greenpeace quer alertar a Mattel contra o uso de madeira ilegal na produção de embalagens para a boneca mais famosa do mundo (Foto: Reuters)
A Mattel afirmou em comunicado no último dia 10 que irá desenvolver uma política de compras sustentáveis para todas as linhas de produtos, como foco na questão do desmatamento. De acordo com a empresa, a política incluiria requisitos aos fornecedores de embalagens, como o comprometimento no manejo florestal.
Comentário: Acho super certo protestarem contra esse tipo de coisa, se não todo mundo vai continuar fazendo achando que não vai ter nenhuma punição.

SP vai licitar primeira termelétrica movida a lixo do Brasil



05/06/2011 07h55 - Atualizado em 05/06/2011 07h55


São Bernardo do Campo abre processo nesta segunda-feira (6).
Biodigestor vai eliminar resíduos e produzir energia para 200 mil habitantes.

Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo
O Brasil deve ganhar em breve sua primeira usina termelétrica movida a partir da queima de lixo. A tecnologia, empregada em 35 países, chega ao país atrasada na tentativa de resolver graves problemas relacionados à destinação dos resíduos sólidos.
A inédita unidade deve ser instalada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A prefeitura vai apresentar nesta segunda-feira (6) o edital de licitação do projeto, orçado em cerca R$ 600 milhões, e que terá capacidade de processar até mil toneladas de resíduos para gerar constantes 30 MW – suficientes para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes.
Biodigestor (Foto: Editoria de Arte/G1)
A legislação sobre o tema, que vigora desde 2010, proíbe o funcionamento de lixões nas zonas urbanas a partir de 2014 e obriga as cidades a criarem aterros sanitários.
Dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) mostram que o Brasil gera mais de 195 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 33 mil toneladas de resíduos vão para lixões.
Apesar da nova lei federal, as grandes regiões não têm espaço para aterrar de forma adequada as toneladas de lixo geradas diariamente.
Para solucionar a questão, o debate para a implantação de térmicas a lixo foi iniciado e começa a ter seus primeiros desdobramentos. A tecnologia, já empregada há décadas na Europa, tem o objetivo de tratar e recuperar energia do lixo orgânico, separar o que for reciclável e queimar o que não pode ser reaproveitado, transformando em luz elétrica.
“Isso resolve parte do problema do lixo e é possível afirmar com segurança de que não há danos à saúde ou ao meio ambiente”, afirmou Aruntho Savastano Neto, gerente da área de programas especiais da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
Potencial
A discussão sobre este tipo de empreendimento no país ocorre paralelamente em vários municípios do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, estado mais avançados no debate. “Cidades com população próxima ou acima de 1 milhão de habitantes têm potencial para receber uma usina térmica”, disse Sérgio Guerreiro, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista no assunto.
Segundo a Cetesb, São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo, receberam licenças provisórias. Santo André discute com a população a instalação de um complexo e São José dos Campos, no interior paulista, abriu para consulta pública o pré-edital do projeto. Existem ainda estudos avançados para a instalação de uma usina no litoral.
Os complexos brasileiros funcionariam com técnicas mistas, ou seja, haveria geração de energia pelo lixo orgânico e pela queima de resíduos contaminados. A implementação seria por meio de uma parceria público-privada.
O lixo orgânico, considerado úmido, passaria por um processo chamado ‘digestão anaeróbica’ (parecido com a compostagem), em que o gás metano liberado na decomposição seria transformado em energia. Para a outra parte, a incineração, seria o destino dos resíduos que não podem ser reciclados.
Polêmica
Entretanto, existe polêmica quanto à emissão de gases gerados a partir da queima dos resíduos. Nos complexos que poderão ser instalados no país haveria um grande aparato de filtros para impedir a liberação do metano (causador do efeito estufa), além de substâncias como as dioxinas, que podem ser cancerígenas.
“Parece uma solução atraente, mas acaba transferindo o problema. Existe uma preocupação com a acomodação e diminuição na reciclagem, já que tudo pode ser queimado. Além disso, há o problema com as emissões. Temos que tomar cuidado com isso”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace.
Para Sérgio Guerreiro, as cidades têm buscado adquirir este tipo de tecnologia, entretanto estão focando em investimentos errados. “Eles querem colocar usinas que tratam o lixo orgânico para gerar energia. Isso não é viável, é um preço absurdo e nenhuma cidade tem dinheiro para pagar por isso”, disse.
Enquanto uma prefeitura, com a de São Bernardo do Campo, paga atualmente R$ 60 para tratar a tonelada de lixo em aterros, na Holanda, por exemplo, o processamento em uma usina térmica chega a custar 90 euros (R$ 207). “No edital vamos escolher a empresa que nos oferece o menor preço para processar o lixo. A nossa previsão é que a partir de janeiro de 2012 as obras sejam iniciadas”, afirmou Alfredo Buso, secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo.
Mas para o especialista em térmicas a lixo, há chances de estes projetos não vingarem por aqui. “Existem vários trabalhos sobre o tema no Brasil, mas acredito que esta tecnologia não será adotada. As prefeituras não estão dispostas a pagar mais caro. Elas querem continuar com os processos baratos de hoje. Enquanto o país pensar desta forma, ninguém vai fazer nada”, disse Guerreiro.
Comentário: Isso que é legal, começar a usar coisas que são inevitáveis do ser humano não produzir, para o seu bem próprio.