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Expedição encontra peixes e coral desconhecidos em Bali

16/05/2011 11h46 - Atualizado em 16/05/2011 12h53

De acordo com organização, podem ser até 8 novas espécies marinhas.

Cientistas mergulharam por duas semanas no mar da Indonésia.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Expedição marítima realizada na Indonésiapela organização Conservação Internacional apontou a possível descoberta de sete espécies de peixes e uma de coral ao redor da ilha de Bali.
A informação foi divulgada neste fim de semana, após mergulho feito por cientistas da CI a pedido do departamento de Pesca e Assuntos Marinhos do país. A intenção das equipes era avaliar a saúde dos recifes e fornecer recomendações para regras de proteção ambiental.
Possível nova espécie de enguia encontrada nos arredores de Bali. (Foto: Mark Erdmann - Conservação Internacional/Divulgação)Possível nova espécie de enguia encontrada nos arredores de Bali.
(Foto: Mark Erdmann - Conservação Internacional/Divulgação)
Entre as novas espécies documentadas estão dois tipos de peixes cardinais, dois da famíliaPseudochromidae, uma enguia, um peixe da família perciformes, uma espécie de peixe-gobi, além de um coral desconhecido.
De acordo com a organização, é praticamente certo que os peixes e corais nunca foram catalogados. Novos estudos ainda serão realizados para confirmar a taxonomia (classificação).
Coral ainda sem nome descoberto na Indonésia (Foto: Mark Erdmann - Conservação Internacional/Divulgação)Coral ainda sem nome descoberto na Indonésia (Foto: Mark Erdmann - Conservação Internacional/Divulgação)
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/05/expedicao-encontra-peixes-e-corais-desconhecidos-em-bali.html

Comentário: Cada vez mais cientistas descobrem espécies diferentes de animais e plantas. Isso é ótimo, porque vai deixando a nossa flora e fauna muito mais diversificada.

Relatório do Inpe alerta para risco da diminuição de chuvas na Amazônia

10/05/2011 14h49 - Atualizado em 10/05/2011 19h23


Valor econômico dos serviços ambientais da floresta ainda é desconhecido.

Trabalho em conjunto com Reino Unido visa projetar efeitos no Brasil.

Do Globo Natureza, em São Paulo
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Met Office Hadley Centre (MOHC), do Reino Unido, lançaram nesta terça-feira (10) um relatório sobre os riscos que representam as mudanças climáticas no Brasil. Um dos principais pontos destacados pelo trabalho é que o aumento na temperatura e pode causar um decréscimo das chuvas na Amazônia acima da variação global prevista pelo cientistas.
Floresta amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)Floresta amazônica na região central do Amazonas. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)
O estudo reforça a importância da Amazônia como provedora de serviços ambientais para o país e para todo o continente sul-americano. “Regiões economicamente importantes do Brasil e de outros países da América do Sul nos setores de agronegócios, energia hídrica e indústria situam-se ao sul do Amazonas e, segundo estimativas, geram por volta de US$ 1,5 trilhão ou 70% do PIB combinado desses países. Ainda não se quantificou até que ponto a umidade proveniente do Amazonas contribui para o bem-estar econômico do continente sul-americano”, diz o relatório.
Floresta em pé
O objetivo da pesquisa apresentada nesta terça é subsidiar os formuladores de políticas com informações científicas das mudanças climáticas e de seus possíveis impactos na região. “Enquanto os serviços do ecossistema da floresta amazônica não forem integrados nas estruturas políticas e financeiras, a floresta será considerada mais valiosa morta do que ativa”, ressalta o documento.
O projeto feito em parceria internacional utilizou um conjunto de modelos globais e regionais desenvolvidos para projetar os efeitos das emissões de gases de efeito estufa no clima do mundo e fornecer maiores detalhes sobre o Brasil. Embora as análises abranjam todo o país, o relatório se concentra na Amazônia, área de preocupação nacional e mundial, informa o Inpe em nota.
A pesquisa vai continuar como parte do programa científico do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT para Mudanças Climáticas) e da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), ambos sediados no Inpe.
Comentário: Como todos dizem, a Amazônia é o pulmão do mundo, então precisamos muito dela. Com a falta de chuva, pode acabar ocorrendo a seca, que vai ser muito ruim para nós e para a própria Amazônia, é claro.

Tamanduá-bandeira que nasceu há meses em Minas Gerais é um macho


02/05/2011 19h56 - Atualizado em 02/05/2011 20h44

Especialistas comemoram nascimento da espécie em cativeiro.
Reprodução é considerada importante para a fauna silvestre.

Do G1 MG
O tamanduá-bandeira que nasceu há seis meses em Paraopeba, na Região Central de Minas Gerais, teve o sexo descoberto. É um macho que se chama Trovão.
O dia é importante para a fauna silvestre, porque é muito difícil conseguir a reprodução desta espécie em cativeiro.
Trovão já anda com as próprias “pernas” e mostra a sua personalidade. Ele é curioso e quer conhecer cada cantinho da fazenda onde nasceu.
Bem diferente daquele tamanduazinho que, há cinco meses, só andava nas costas da mamãe. Naquela época, o novo integrante da família bandeira era bem pequeninho.
Comentário: Realmente, com o tamanduá-bandeira sendo macho, vai ser bem mais fácil de a espécie se reproduzir.

Pesquisadores criam desequilíbrio ecológico em lago para monitorá-lo


28/04/2011 16h48 - Atualizado em 28/04/2011 16h50


Nos EUA, eles introduziram peixe predador e desfiguraram cadeia alimentar.
Trabalho conclui que é possível antever desequilíbrio com monitoramento.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Mike Pace, cientista do Instituto Cary, solta peixe predador no lago para ver como ele interfere no novo ambiente. (Foto: Divulgação)Mike Pace, cientista do Instituto Cary, solta peixe predador no lago para ver como ele interfere no novo ambiente. (Foto: Divulgação)
Artigo publicado na última edição da revista ‘Science’ descreve como pesquisadores criaram propositalmente um desequilíbrio ecológico num lago no estado de Wisconsin, nos EUA, com o objetivo de verificar os sintomas de que a cadeia alimentar no local estava alterada.
No lago predominavam peixes pequenos que se alimentam de pequenos invertebrados. Os pesquisadores então introduziram exemplares de achigã, uma subespécie de black bass, um predador das espécies menores.
Os peixes naturais do lago logo passaram a nadar mais nas margens, deixando que os pequenos invertebrados crescessem livremente no centro. O fitoplâncton que alimenta estes invertebrados logo começou a apresentar variações também.
Em três anos, o ecossistema havia se transformado completamente por influência dos peixes predadores. Mas o que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi que, um ano antes, já era possível detectar a mudança em curso por meio da variação da clorofila na água.
Os autores propõem que fazendo determinados tipos de medição em cada ecossistema, é possível antecipar mudanças ambientais que, em muitos casos são irreversíveis. Atualmente, com o uso de sensores eletrônicos remotos, esse tipo de monitoramento já não é tão difícil de ser feito.
Estudo da composição da água do lago revelou sinais da mudança antes que ela se concretizasse. (Foto: Divulgação)Estudo da composição da água do lago revelou sinais da mudança antes que ela se concretizasse. (Foto: Divulgação)

Mar aquecido pode gerar estresse e brecar crescimento de peixes


18/04/2011 11h45 - Atualizado em 18/04/2011 11h47

População do peixe-bobo aumentou a taxa menor no mar da Tasmânia.
Estudo sobre o assunto foi publicado na revista 'Nature Climate Change'.

Da Reuters
As temperaturas oceânicas em rápida elevação em algumas partes do mundo podem estar levando algumas espécies de peixes ao seu limite, retardando seu crescimento e aumentando o estresse e o risco de morte, mostra um estudo.
Publicado nesta segunda-feira (18) na revista "Nature Climate Change", o estudo australiano se concentrou na longeva espécie do peixe-bobo-de-faixa-negra do mar da Tasmânia, entre a Austrália e a Nova Zelândia.
Os resultados têm implicações para outras espécies de peixes. Recifes de coral e a multibilionária indústria pesqueira també acabam afetados conforme os mares se aquecem e se tornam mais ácidos.Usando dados atuais e de longo prazo, os cientistas descobriram que o crescimento do peixe-bobo em algumas áreas foi desacelerado por um salto de quase 2 graus Celsius nas temperaturas da superfície do mar nos últimos 60 anos no mar da Tasmânia, uma das mais rápidas elevações nos oceanos do Hemisfério Sul.
Peixe-bobo 1 (Foto: Edward Forbes / Universidade da Tasmânia / via Reuters)População do peixe-bobo cresce a taxas mais lentas conforme a temperatura no mar da Tasmânia aumenta, segundo estudo da 'Nature Climate Change' (Foto: Edward Forbes / Universidade da Tasmânia / via Reuters)
Normalmente, animais de sangue frio reagem ao aumento de temperatura acelerando a taxa de reprodução à medida que as temperaturas sobem, disse o ecologista marítimo Ron Thresher, do CSIRO, órgão de pesquisa australiano apoiado pelo governo. Mas há um limite.
"Ao examinar o crescimento em uma área habitada por essa espécie, encontramos evidência tanto de crescimento retardado como de estresse fisiológico acentuado, já que as temperaturas mais elevadas impõem um custo metabólico maior nos peixes na borda mais quente da área", afirmou Thresher.
"Muitos peixes comerciais não se movimentam muito", disse Thresher, co-autor do estudo junto com colegas do Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos da Universidade da Tasmânia. "Eles tendem a voltar ao mesmo terreno de procriação ou vivem nos mesmos recifes. E esses serão os mais afetados."
Este é o caso especialmente para peixes longevos, aqueles que vivem perto da praia e em águas pouco profundas. O peixe-bobo-de-faixa-negra pode viver até 100 anos. Mas algumas espécies, como o atum, se movimentam muito mais e cada vez buscam águas mais frescas ao sul.
Thresher e seus colegas usaram dados sobre o peixe-bobo-de-faixa-negra que remontam a 1910 e se concentram na estrutura óssea chamada otólito, que apresenta anéis de crescimento anuais semelhantes aos encontrados em árvores.
Estudando dados de amostras de espécies do mar da Tasmânia, eles detectaram um crescimento acentuado nas populações da espécie no meio de áreas nas águas australianas nas quais as temperaturas subiram, mas ainda estão relativamente frescas.
Mas o crescimento diminuiu com as temperaturas em elevação na fronteira norte, mais quente, da área ao redor da Nova Zelândia.
Os cientistas descobriram que o decréscimo no crescimento pode estar relacionado com os maiores níveis de estresse causados pelas temperaturas em elevação, o consumo acentuado de oxigênio e uma queda na capacidade de nadar por longos períodos.
Comentário: Existem muitas coisas que estão afetando a vida marinha ultimamente, espero que isso mude e que as espécies de peixes não se tornem extintas daqui a um tempo também.

Tamanduá é encontrado com sinais de maus-tratos em lixeira no PA

12/04/2011 11h31 - Atualizado em 12/04/2011 12h23

De acordo com o Ibama, ferimentos indicam agressão por paus ou pedras.

Animal foi achado graças a telefonema anônimo aos Bombeiros.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Um tamanduá-mirim foi encontrado ferido, com sinais de maus-tratos, em Marabá (PA), numa lixeira na área urbana. O animal foi achado no domingo (10) graças a um telefonema anônimo feito ao Corpo de Bombeiros.
De acordo com o Ibama, que trata do tamanduá, não há fratura evidente, mas seu estado letárgico, um sangramento no nariz e várias escoriações que ele tem no corpo indicam que pode haver ferimentos internos, principalmente na cabeça.
Ele corre risco de morrer, avalia o Ibama. O animal vem recebendo remédios, suplementos vitamínicos e alimentação especial. O tipo de ferimento indica que ele pode ter sido ferido por paus ou pedras.
Animal foi encontrado ferido em lixeira. (Foto: Christina Whiteman / Ibama)Animal foi encontrado ferido em lixeira. (Foto: Christina Whiteman / Ibama)