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Vírus humano pode ter infectado gorila ameaçado na África, diz estudo


30/03/2011 14h54 - Atualizado em 30/03/2011 14h54

Cientistas encontraram vírus em dois animais mortos em 2009.
Estima-se que existam apenas 786 gorilas de montanha na natureza.

Um novo estudo descobriu que um vírus que causa doenças respiratórias fatais em seres humanos pode ser transmitido a gorilas de montanha na região central da África que estão criticamente ameaçados de extinção.
Pesquisadores encontraram traços do vírus Metapneumovirus durante exames de dois gorilas que morreram em 2009 no Parque Nacional de Vulcões de Ruanda. Os dois animais estavam em um grupo de 12 infectados por uma doença respiratória.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Columbia e da Califórnia, foi publicado no periódico científico Emerging Infectious Diseases.
Estima-se que existam apenas 786 gorilas de montanha vivendo na natureza. Eles habitam principalmente países como Ruanda, Uganda e República Democrática do Congo.

gorila (Foto: Riccardo Gangale/ AP)
Imagem de arquivo mostra gorila de montanha fotografado em 2005. (Foto: Riccardo Gangale/ AP)
Comentário: Acredito que isso possa continuar acontecendo, tanto do homem para o animal quanto do animal para o homem, mas como a medicina está muito avançada, acho que terá vacinas ou algum tipo de medicamento para doenças de animais contraídas por humanos.

Mais da metade dos municípios pode enfrentar falta de água, diz agência


22/03/2011 07h45 - Atualizado em 22/03/2011 16h02

ANA calcula que 55% podem ter desabastecimento até 2015 no país.
Para garantir suprimento, seria necessário investir R$ 70 bilhões até 2025.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Um atlas a ser lançado nesta terça-feira (22) pelo governo federal aponta que mais da metade dos municípios brasileiros pode ter problemas de abastecimento de água até 2015.
De acordo com a obra, produzida pela Agência Nacional de Águas, subordinada ao Ministério do Meio Ambiente, 55% dos 5.565 municípios do país podem sofrer desabastecimento nos próximos quatro anos.  O número equivale a 73% da demanda de água no país.

Represa em Nazaré Paulista, estado de São Paulo (Foto: Divulgação/ Odair Farias - Sabesp)
Represa em Nazaré Paulista, estado de São Paulo. (Foto: Divulgação/ Odair Farias - Sabesp)

Ainda segundo a publicação, “a maior parte dos problemas de abastecimento urbano no país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção” - 84% das sedes urbanas necessitam investimentos para adequação de seus sistemas produtores de água e 16% apresentam déficits decorrentes dos mananciais utilizados.
O atlas usa uma projeção de que o país terá um incremento demográfico de aproximadamente 45 milhões de habitantes entre 2005 e 2025. Isso implica num considerável aumento da demanda de abastecimento urbano, exigindo aportes adicionais de 137 mil litros por segundo de água nesses 20 anos, conclui a ANA.
Para contornar essa dificuldade, seriam necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões até 2025 na ampliação e adequação de sistemas produtores ou no aproveitamento de novos mananciais, calcula a agência.
"A maioria dos municípios brasileiros apresenta algum grau de comprometimento da qualidade
das águas dos mananciais, exigindo aportes de investimentos na proteção das captações. Desse modo, foram recomendados  no atlas R$ 47,8 bilhões de investimentos em coleta e
tratamento de esgotos nos municípios localizados à montante (rio acima) das captações com indicativosde poluição hídrica", diz o livro.
O total de investimentos propostos em ampliação e melhoria dos sistemas de água e esgotos é de R$ 70,0 bilhões.
Estado atual
A capacidade total dos sistemas produtores de água em operação no país é de
aproximadamente 587 mil litros por segundo, bastante próxima às demandas máximas atuais, que gira em torno de 543 mil litros por segundo. Isso implica que grande parte das unidades está no limite de sua capacidade operacional. A região Sudeste apresenta 51% da capacidade instalada de produção de água, seguida das regiões Nordeste (21%), Sul (15%), Norte (7%) e Centro-Oeste (6%);
As Regiões Norte e Nordeste são as que possuem, proporcionalmente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água - mais de 59% das sedes urbanas. Entre os problemas dessas regiões destacam-se a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez da porção semiárida e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste.
Na Região Sudeste, muitos problemas de abastecimento decorrem da elevada concentração urbana. A agência vai colocar o atlas à disposição do público no endereço www.ana.gov.br/atlas
Comentário: O consumo de água está muito grande nos últimos anos. Talvez uma das soluções seja também evitar o desperdício.

Após 22 anos, Museu de Ciências Naturais da Amazônia fecha as portas

07/03/2011 08h00 - Atualizado em 07/03/2011 08h00


Gestores querem pagar dívidas para tentar reabrir antes da Copa do Mundo.

Atualmente, 70% dos turistas são estrangeiros, mas fluxo não é suficiente.


Do Globo Natureza, em São Paulo

Inaugurado em 1988 em Manaus (AM), o Museu de Ciências Naturais da Amazônia está prestes a fechar as portais por conta de problemas financeiros e níveis baixos de visitação turística.
Com 93 espécies amazônicas de peixes e 380 insetos em exposição, mais o acervo técnico fechado para o turismo, o museu funcionará apenas até o dia 30 de março. Depois disso, permanece fechado provavelmente até a Copa do Mundo, em 2014, quando gestores do local pretendem ter a casa aberta novamente para visitação.
"Temos que fazer manutenção no acervo e para isso precisamos de caixa. Estamos há quatro anos operando no vermelho e vamos fechar por conta de problemas financeiros", diz Kyosuke Hashimoto, administrador do museu que seu pai fundou há 22 anos.
Segundo ele, o fechamento é estratégico para tentar recuperar o museu até a Copa do Mundo, quando o fluxo turístico deve aumentar no país inteiro. Hashimoto explica que as visitas ao local caíram mais de 50% desde 2001. Hoje, 70% dos visitantes são estrangeiros. "Mas o nível atual de visitação não gera fluxo de dinheiro para fazer a manutenção necessária", diz ele. "Nesse ritmo o museu estaria sucateado em 2014".


Comentário: Talvez o fechamento do museu será realmente necessário para fazer a manutenção, mas acredito que irão perder bastante dinheiro, pois muitas pessoas vão para a Amazônia também para visitá-lo.

Coquetel de remédios reduz risco de transmissão de HIV de mãe para filho

02 de março de 2011  18h05  atualizado às 19h27



Cientistas americanos descobriram que um coquetel com vários remédios antirretrovirais reduz em mais de 50% a probabilidade de que uma criança cuja mãe é portadora de HIV seja infectada.
A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira durante a 18ª Conferência sobre Retrovirus e Infecções Oportunistas, realizada nesta semana em Boston, Massachusetts.
Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla inglês) realizaram um estudo em hospitais do Brasil, África do Sul, Argentina e Estados Unidos com 1.684 crianças nascidas de mulheres que não tinham tido o vírus diagnosticado até dar à luz.
As mulheres grávidas com HIV podem receber tratamento prévio para evitar que o bebê seja contaminado, no entanto, aquelas mães que não sabem que estão infectadas até dar à luz perdem essa oportunidade.
Nesses casos, os bebês costumam receber tratamento pouco tempo após nascer com zidovudina, o primeiro remédio antirretroviral aprovado em 1987, para evitar que a criança também seja contaminada.
No entanto, segundo a nova pesquisa, se for acrescentada à zidovudina outros remédios como nevirapine, lamivudine e nelfinavir, as possibilidades de sucesso aumentam em 50%.
"Para reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho, o melhor é o tratamento antirretroviral durante a gravidez", assinalou Heather Watts, médico da área de aids do centro Eunice Kennedy Shriver National Insitute of Child Health and Human Development (NICHD).
"No entanto, quando o tratamento durante a gravidez não é possível, nossos resultados mostram que acrescentando um ou dois remédios aos tratamentos atuais, a possibilidade do HIV ser transmitido de mãe para filho é reduzida drasticamente".
Os médicos diviviram as crianças em três grupos aleatórios e deram a elas tratamentos diferentes.
As primeiras receberam o tratamento habitual de zidovudina durante seis semanas; outro grupo, zidovudina mais três doses de nervirapine durante a primeira semana de vida; e o último, seis semanas de zidovudina mais duas de lamivudine e nelfinavir.
O estudo mostrou que nos tratamentos com dois ou mais tipos de remédios, a transmissão do HIV se reduziu em 50%.
A proporção de crianças infectadas aos três meses foi de 4,9% entre as que receberam apenas zidovudina; de 2,2% nas que receberam zidovudina+nervirapine; e de 2,5% nas que tomaram zidovudina+lamivudine+nelfinavir.
Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), uma em cada cinco pessoas nos Estados Unidos infectadas pelo HIV não sabe que é portadora do vírus.
O Fundo da ONU para a Infância (Unicef) indicou que apenas 21% das mulheres de baixa renda e de países em desenvolvimento fazem teste de HIV durante a gravidez.
Nos Estados Unidos, nascem anualmente entre 100 e 200 crianças com HIV, a maioria de mulheres que não fizeram o exame ou que não receberam tratamento durante a gravidez.

Comentário: Isso mostra o quanto a ciência avança cada vez mais, podendo fazer com que uma das doenças mais temidas não se disseminem. Com esse tratamento, eu acredito que daqui a uns anos o vírus HIV não existirá mais e não irá matar mais tanta gente, isso é o que todos esperamos!